
— Posso me sentar?
— Por que eu deveria deixar?
— Percebi que está tão triste, eu poderia tentar te ajudar. Por que tanta tristeza?
— Por que eu lhe contaria?
— Entendo.
— Entende o quê?
— Você, é tão cheia de “por quês”, tens um olhar tão triste. Já tentou ser feliz?
— Por que eu tentaria?
— Está vendo …
— O quê?
— É o erro de quase todos, ter essa mania de fazer certas coisas apenas se tiver algum motivo…
— Como ser feliz?
— Exato.
— E o que eu devo fazer?
— Por que eu te falaria o que fazer? Ele fala brincando.
— Ela olha fixamente nos olhos dele e sorri.
— Bom, primeiramente abrir um sorriso .
— Ela abre um sorriso. E depois?
— Aceitar meu convite pra sair.
— Por que … desculpe.
— Por que você aceitaria, era isso que ia perguntar não é? Eu te entendo.
— É claro que eu aceito.
— Sem ter “por quês”?
— Sim, sem ter “por quês”. Ela sorri
Ana Luisa — (sentimento-louco)



